quarta-feira, 1 de abril de 2015

Ford em São Paulo implanta o “PDVai”. Estabilidade é piada!

A Ford de Taubaté, em São Paulo, demitiu 137 trabalhadores que estavam afastados desde agosto de 2014, por causa da suspensão do contrato de trabalho. Eles deveriam retornar às atividades nesta quarta-feira, 1º de abril, mas foram surpreendidos com a decisão da montadora e perderam os empregos.

A promessa de reintegração não foi cumprida e a Ford deu de presente um PDV forçado a esses trabalhadores, ou melhor, “PDVai”, pois parece que quer colocar os trabalhadores pra fora, na tora mesmo.

Segundo denúncias, esses 137 ficaram de fora do acordo fechado entre o sindicato paulista e a montadora, que prometia estabilidade a quem trabalha na fábrica de propulsores, que abastece as linhas de montagem. Um absurdo, pura hipocrisia. Na verdade, essa é uma estabilidade de mentira.

A fábrica tem cerca de 1,7 mil trabalhadores, sendo 1,5 mil empregados na produção. Além do lay-off, houve redução de carga horária sem comprometimento no salário desde agosto do ano passado, quando a unidade passou a operar quatro dias por semana.

Com essas demissões, sobe para 637 o número de dispensas, chegando a 37% do efetivo da fábrica. Um mar de gente desempregada por causa da irresponsabilidade da Ford.

Agora, mais uma vez, a Ford se aproveita da instabilidade na economia para dar um pé na bunda dos trabalhadores, sem nenhuma cerimônia. Desde o ano passado, a Ford e outras montadoras já demitiram milhares de pessoas em São Paulo e Minas Gerais, com a desculpa de “adequação” de mercado. 

Fonte: Estadão e Stim
01/04/2015


sexta-feira, 27 de março de 2015

MONTADORAS DE SÃO PAULO CONGELAM SALÁRIOS E PLR DOS TRABALHADORES

As montadoras de São Paulo deram mais uma prova de arrocho. Aproveitando o momento de instabilidade econômica no cenário nacional, as empresas empurraram goela abaixo dos sindicatos um acordo prejudicial aos trabalhadores: salários congelados até 2016. Em 2017, apenas a reposição da inflação.

Esse tipo de acordo imposto pelas montadoras em SP é um retrocesso e representa mais um movimento das empresas, em nome da “crise da economia”, fechar os cofres e retirar benefícios dos trabalhadores, inclusive o emprego. Nos últimos meses, montadoras de São Paulo e Minas Gerais, por exemplo, reduziram de forma significativa o quadro de funcionários. Foram milhares de demitidos ou em férias coletivas.

Na prática, o congelamento de salário é uma troca injusta: retira o reajuste salarial (que reflete em todas as verbas salariais, como férias e 13º) para dar em troca um abono de R$ 8 mil que rapidamente se esgota. Em 2016, no segundo ano de congelamento salarial, as montadoras vão pagar um abono ainda menor, de apenas R$ 1.700,00. Diferente de acordos que garantem aumentos salariais graduais, acumulativos e permanentes ou trabalhador.    

Nas montadoras de SP, a PLR também está congelada até 2016, inclusive a Ford, que só vai conceder o reajuste da inflação em 2017. Esse acordo estrangula o bolso do trabalhador, impedido o crescimento salarial.

Na ponta do lápis, apesar da tentativa de maquiagem, a PLR paga pelas montadoras de SP é menor do que a recebida pelos metalúrgicos de Camaçari. A PLR conquistada em Camaçari nos últimos anos é a melhor do país. E há uma explicação pra isso: luta, determinação e união do Sindicato com os trabalhadores, ano a ano, para garantir mais dinheiro no bolso e melhores condições de vida. Luta de forma independente de governos e patrões.

Na primeira semana de abril, o Sindicato dos Metalúrgicos de Camaçari inicia as negociações deste ano e o objetivo é manter o crescente ganho dos trabalhadores na PLR, abono, e pela renovação da jornada de trabalho de 40 horas semanais, entre outras reivindicações.

"Contamos com o apoio em massa do chão de fábrica para ajudar no avanço das negociações. A PLR, o abono e a renovação da jornada são formas de reconhecer a contribuição importante dos trabalhadores para a geração de lucro da empresa. É preciso dividir a riqueza e é isso que temos conseguido fazer em Camaçari", explica Júlio Bonfim, presidente do Sindicato.

STIM CTB CHAPA 1
27/03/2015

quinta-feira, 26 de março de 2015

Sindicato consegue melhorias no refeitório do Complexo Ford


Após muitas reuniões com a direção sindical e os cipistas do Complexo Ford, foram feitas as melhorias no sistema de ar condicionado do refeitório norte. A melhoria proporciona mais conforto e um ambiente saudável para os trabalhadores na hora da refeição. 

Esse é o papel que o sindicato vem desenvolvendo ao longo dos anos no complexo Ford e empresas parceiras que fazem parte do nosso dia dia.

Vendas caem, e montadoras reduzem quadro de funcionários

Montadoras têm oferecido planos de demissão voluntária e suspensão de contrato por layoff

 Foto: Paulo Whitaker / Reuters
A suspensão de contrato por layoff tem sido outra opção. Por modelo, o empregado continua recebendo salário - parte custeado pelo Fundo de Amparo do Trabalhador (FAT), parte pela própria empresa - enquanto participa de cursos de qualificação profissional.
A Volkswagen, encerrado no último dia 17, conseguiu adesão de cerca de 600 trabalhadores na unidade de São Bernardo do Campo. No mesmo dia, a Mercedes-Benz abriu o programa, também em São Bernardo. De acordo com com informações da própria empresa, desde o ano passado, 750 funcionários estão em lay-off, que foi estendido até o próximo dia 30 de abril.
Aos funcionários da unidade da Mercedes, onde são produzidos ônibus e caminhões, é oferecido o valor fixo de R$ 28,5 mil e o pagamento de todos benefícios trabalhistas. Os trabalhadores em lay-off recebem adicional de R$ 6,5 mil para aderir ao PDV. A montadora diz que tem um excedente de mão de obra de 1,2 mil empregados, além dos 750 com contrato de trabalho suspenso. Os trabalhadores que aderiram ao PDV da Volkswagem receberam, de acordo com o sindicato, entre 10 e 15 salários, dependendo do tempo de serviço na empresa.
Em Taubaté, interior paulista, a Volkswagen colocou 250 trabalhadores em lay-off. Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté e região, a empresa também vai dar férias coletivas a todos os trabalhadores da unidade dos dois turnos por um período de 20 dias, que começa a valer a partir de 30 de março. De acordo com o sindicato, a unidade de Taubaté tem atualmente cerca de 5 mil empregados.
Para a professora da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo Adriana Marotti a concentração de mercado faz com que as montadoras prefiram fechar postos de trabalho a reduzir os preços. “Eles preferem manter a margem de lucro”, enfatizou.“No mercado americano você chega a ter situação de guerra de preços. A margem de lucro das montadoras fora do Brasil é bem menor. Aqui elas trabalham com uma gordura mais substancial”, comparou.
Um dos fatores que contribui para manutenção desse cenário, de acordo com Adriana, são as restrições impostas às importações. “As quatro principais marcas tem quase 60% do mercado. Por um lado é positivo proteger a indústria nacional. Por outro, se não tem importação como alternativa, você acaba restringindo o mercado, fica praticamente um oligopólio”, ponderou.
Os últimos dados divulgados pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) indicam que de fevereiro de 2014 para o mesmo mês deste ano houve uma queda de 8,8% no nível de emprego no setor. Ou seja, em um ano houve o fechamento de 13,8 mil postos de trabalho.
As demissões acompanham a queda nas vendas e produção. Nos dois primeiros meses de 2015, as vendas totalizaram 439,75 mil unidades, 23,1% a menos do que no mesmo período de 2014. Na opinião de Adriana, a situação não deve melhorar nos próximos meses, com o desaquecimento da economia e medidas de ajuste fiscal do governo. A professora destaca ainda a queda das exportações, principalmente para a Argentina, e o fim da desoneração do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). “Quem queria trocar de carro, acabou antecipando a compra”, acrescentou.
Fonte: Terra 26/03/2015

quarta-feira, 18 de março de 2015

Com casa cheia, trabalhadores aprovam taxa de manutenção do Metal Clube

Reunidos em assembleia lotada, na sede do Sindicato, nesta terça-feira (17), às 19h30, em convocação feita pela entidade através do boletim e do blog da categoria, e também em jornal de grande circulação (Correio da Bahia), os metalúrgicos de Camaçari aprovaram por unanimidade a cobrança da taxa de manutenção do Metal Clube no valor de R$ 15,00 mensais. A contribuição será cobrada de todos os associados ao Sindicato e permite ao sindicalizado levar os parentes diretos (mulher/marido, mãe, pai, irmãos, filhos e até enteados) sem nenhum custo adicional. 
Ficou decidido também que o associado tem direito a levar até 8 (oito) convidados por mês, sendo cobrada a taxa de R$ 15,00 por pessoa. Para a utilização dos quiosques das churrasqueiras o sindicalizado pode levar até 10 convidados, com a cobrança de R$ 10,00 por pessoa, sendo a reserva do espaço possível a cada 90 dias.

Importante destacar que a cobrança da taxa de manutenção do Metal Clube é automática para os trabalhadores sindicalizados, sendo descontada em folha de pagamento. Quem não tiver interesse em ser associado ao Metal Clube deve procurar o Sindicato para requerer a sua saída do cadastro de sócios do clube como também a retirada da cobrança de R$ 15,00, através de carta preenchida em próprio punho e o prazo é indeterminado para a entrega da carta. Neste caso, mesmo deixando de ser sócio do metal clube, ele continua associado ao Sindicato. A taxa será reajustada de acordo com o índice da data base, sendo o próximo aumento apenas em janeiro de 2016.

Na assembleia, os trabalhadores também aprovaram a taxa assistencial de R$ 15,00 por trabalhador sindicalizado a cada fechamento de acordo da PLR (Participação nos Lucros e Resultados) e abono. 
A taxa de manutenção é muito importante para a preservação do clube e também para viabilizar os investimentos na sua estrutura. O próximo passo é a construção da pousada dos metalúrgicos, que será erguida dentro das instalações do clube, com muito conforto para os associados. 
O Metal Clube é resultado de um grande investimento e visão do Sindicato dos Metalúrgicos de Camaçari no lazer da categoria e rapidamente já se transformou em um importante ponto de confraternização do trabalhador e sua família. 


O clube é um dos maiores da Bahia e conta com piscinas, quadras poliesportiva, campo de futebol, pista pra caminhada, serviços de bar e restaurante, quiosques com churrasqueiras, parque infantil, áreas verde, estacionamento e muito mais, com localização privilegiada, em Jauá, uma das praias mais belas do litoral norte.
 “O Metal Clube é um patrimônio da categoria e um espaço de integração do trabalhador. É com muito orgulho que hoje podemos dizer que os metalúrgicos de Camaçari têm uma estrutura de dar inveja, com o que há de mais moderno em termos de conforto e comodidade. Por isso contamos com todos os trabalhadores”, diz Júlio Bonfim, presidente do Sindicato.

Fonte: Stim Camaçari CTB chapa 1
Data: 18/03/2015

sábado, 14 de março de 2015

Nesse domingo tem pagode no Metal clube e já estamos aceitando cartão

Domingo (15) vai ter pagode no nosso MetalClube, um domingo animado com muita cerveja, refrigerante e comida gostosa tudo isso regado pelo um bom pagode com a banda "D" um samba de raiz para alegrar os nossos associados e novidade já estamos aceitando cartão de débito e crédito! Sindicato é Chapa 1 filiado a CTB.


13/03/2015

quinta-feira, 12 de março de 2015

Ônibus que faz roteiro da Ford tem até baratas


Já não bastassem os problemas dentro da fábrica, como a insegurança, os trabalhadores do Complexo Ford ainda são obrigados a conviver com uma situação bizarra ao sair da empresa. Segundo denúncias feitas ao Sindicato dos Metalúrgicos de Camaçari, foram encontradas baratas dentro do veículo que faz o roteiro 133, de Vila de Abrantes. Uma situação lamentável que mostra o descaso da empresa com o bem estar dos funcionários.

Não se pode admitir que ainda hoje questões básicas de higiene sejam tratadas desta forma, sem qualquer compromisso com os trabalhadores. De acordo com o Sindicato, alguns ônibus inclusive estão com certificado de dedetização rasgados e vencidos.

O Sindicato ressalta que vai encaminhar denúncias aos órgãos competentes, como o Ministério Público do Trabalho, para que seja feita fiscalização nos veículos, a fim de garantir um ambiente decente de transporte para os funcionários.

Data: 12/03/2015

Trabalhadores sofrem com risco de acidentes no Complexo Ford

O Sindicato dos Metalúrgicos de Camaçari flagrou mais uma clara situação de descaso com a segurança do trabalhador no Complexo Ford. Foi no setor de produção. O funcionário de uma empresa terceirizada se arrisca ao fazer conserto no telhado do prédio.

O registro fotográfico mostra que o rapel foi feito para concertar uma lona presa no teto para evitar as enchentes contantes pela chuva no prédio da montagem como em todo complexo Ford, podendo resultar em um grave acidente até para os operadores, que continuaram a executar as atividades na linha de produção durante todo o conserto nas instalações. Os trabalhadores ainda relatam que sofrem com as inúmeras goteiras formadas no teto, um aguaceiro total.
Segundo trabalhadores que preferem não se identificar, com medo de represálias, quem é responsável pela segurança “passou pelo local e fez vista grossa”.

Para o Sindicato, profissionais sem treinamento e empresas sem experiência não podem fazer serviços que deveriam seguir normas rígidas de segurança para assegurar a integridade física do trabalhador. “A Ford prioriza o volume e a produção, mas esquece da saúde do trabalhador. Um absurdo. É preciso garantir a segurança no chão de fábrica, para evitar acidentes, inclusive envolvendo os terceirizados”, explica Júlio Bonfim, presidente da entidade.

A denúncia está sendo encaminhada aos órgãos competentes do trabalho para apurar o caso e punir os responsáveis pelo desrespeito às normas de segurança. O Sindicato vai continuar de olho.

Fonte: 12/03/2015

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