terça-feira, 26 de julho de 2016

FBP e FSM Bahia definem agenda de mobilização contra o golpe


Reunidas no último sábado (23/7), em Salvador, as frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo definiram uma agenda de mobilização contra o golpe, que inclui a construção da unidade dos movimentos e entidades para além da votação do impeachment em agosto, combatendo o processo de "naturalização" do golpe pela mídia e a pauta restritiva aos direitos dos trabalhadores.
Ficou definido também o fortalecimento da construção da greve geral, usando principalmente as seguintes estratégias: denunciar amplamente a declaração da reforma das leis trabalhistas anunciadas por Temer golpista e intensificar o corpo-a-corpo nas bases.
Confira o calendário de atividades:  
31 de julho – Ato contra o golpe, com concentração às 15h, no Campo Grande.
4 e 10 de agosto – Atos estratégicos com ações junto a imprensa internacional, panfletagem, atividades nos pontos turísticos, etc, denunciando o golpe.
5 de agosto - Caravanas para o Rio de Janeiro - para grande ato na abertura das Olimpíadas
7 de agosto - Ato no encerramento do Encontro nacional dos estudantes negros da Une, no Rio Vermelho.
8 de agosto - Ato em defesa da CLT e Previdência  Social, as 10h, na Secretaria Regional do Trabalho, na Avenida Sete de Setembro.
9 de agosto - ato em todas as capitais na primeira votação no Senado.
11 de agosto - Marcha do movimento de moradias na paralela e manifestação em frente a Advocacia Geral da União - AGU.
16 de agosto - Dia de luta contra a agenda regressiva do trabalho
24 a 29 de agosto - Caravanas e acampamento em Brasília, durante a votação do impeachment no Senado.

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Sindicato aciona Poder Público para garantir segurança em Camaçari



Diante da crescente onda de assaltos em Camaçari, o Sindicato dos Metalúrgicos acionou a Secretaria da Segurança Pública e o Batalhão da Polícia Militar. A entidade solicitou uma reunião com os órgãos para cobrar ação do poder público no enfrentamento da violência.

Diariamente, metalúrgicos são vítimas de assaltos, durante o trajeto para o trabalho ou para casa, uma situação que já passou dos limites.  São pelo menos dois assaltos por semana, principalmente quando o trabalhador está no ponto de ônibus.

Levantamento nacional mostra que Camaçari é a quarta cidade mais violenta do Brasil, com 81,8 mortes a cada 100 mil habitantes. Sofrem muito com a ação de bandidos, bairros como Gleba C, Gleba E, Bomba, Nova Vitória, Lama Preta etc.

A insegurança tem gerado medo na categoria, como para toda população, que vive refém da violência que atinge toda a sociedade. 
“Vamos levar às autoridades a nossa preocupação com o crescimento da criminalidade e a importância da adoção de medidas urgentes para assegurar a vida do trabalhador. Não podemos aceitar essa situação. É preciso enfrentá-la de frente. Se for preciso, vamos  até o governador da Bahia para discutir a segurança em Camaçari”, explica Júlio Bonfim, presidente do Sindicato.

21/07/2016
STIM CTB

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Reforma de Temer prevê redução de 40% para aposentadorias em 10 anos


A Reforma da Previdência apresentada pela gestão interina de Michel Temer tem levantado intensos debates e ascendeu a luz vermelha de diversos setores da sociedade. Propostas como a implantação da idade mínima e a desvinculação as aposentadorias da valorização do Salário Mínimo são temas polêmicos e de impacto negativo sobre os trabalhadores e trabalhadoras.


De acordo com estudos feitos pelos economistas João Sicsú, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e Eduardo Fagnani, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), se a proposta de Temer de desvincular as aposentadorias do Mínimo tivesse sido implementada em 2006, hoje, os valores dos rendimentos teriam caído cerca de 40%.


Ele ainda apontam que, sem a vinculação ao mínimo, o valor médio do vencimentos pagos aos aposentados e pensionistas cairia dos atuais R$ 1.608 para para R$ 1.013.

É bom destacar que se a medida passar será mais um ataque à Constituição Federal, pois serão aplicadas práticas da ditadura civil- militar,  quando o regime corrigia os benefícios previdenciários abaixo da inflação, o que corroía o poder de consumo dos aposentados. Para enfrentar essa injustiça, os constituintes de 1988 instituíram a exigência de que nenhum benefício poderia ser inferior ao piso do salário mínimo.

Na opinião dos especialistas a proposta da gestão interina levanta o discurso da modernização e garantia de direitos, mas esconde na verdade um modelo para o setor cada vez mais restrito, de menor alcance e gerido pela iniciativa privada.

Sicsú alerta que "a Previdência tem um sentido essencialmente social, e não um sentido econômico e exclusivamente contábil. Essa visão distorcida leva à redução do bem estar da sociedade". Ele lembra que as aposentadorias e pensões são pagas a [mais de ] 30 milhões de pessoas, que garante não só a sobrevivência das famílias como colabora também para a estabilidade econômica do país. Desses, [cerca de] 70% correspondem ao valor de um salário mínimo.

Segundo o professor, apesar da recuperação de cerca de 70% do valor do salário mínimo nos últimos anos, o valor de R$ 880 ainda é muito pequeno. "Querer pagar menos do que isso representa, de fato, um arrocho aos aposentados, pensionistas e beneficiários da Previdência", diz Sicsú.

Como funciona?

O Salário Mínimo é reajustado por uma fórmula que associa a evolução do PIB (Produto Interno Bruto) e a inflação. A indexação das aposentadorias a esse regime garante aumento real todos os anos. Temer quer acabar com isso.

A vinculação dos pagamentos previdenciários ao reajuste do Salário Mínimo é um dos grandes responsáveis pela retirada de famílias da linha pobreza e reflete, de acordo com dados Boletim Estatístico da Previdência Social, na valorização de 22,1 milhões de benefícios.

A expressiva política de valorização do Salário Mínimo elevou a renda dos beneficiários em mais de 70% acima da inflação.

Como ficará com Temer?

Se a proposta de Temer for aprovada, 22,1 milhões de aposentados e aposentada, que recebem o equivalente a um Salário Mínimo, sofreriam com a mudança. Pois as aposentadorias e benefícios teriam seu valor reduzido e passariam, gradativamente, a valer menos.

Para se ter uma ideia do impacto, com a desindexação das aposentadorias ao Salário Mínimo cerca de 70% dos beneficiários da Previdência Social sofreriam. Um verdadeiro golpe contra os aposentados e para a economia de centenas de municípios.

Durante participação em seminário promovido em São Paulo pela CTB, o vice-presidente de assuntos da seguridade social da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Anfip), Décio Bruno Lopes, alertou sobre os impactos nocivos sobre os municípios caso a reforma de Temer passe. "Dos 5.566 municípios brasileiros, em 82% deles (4.589) os pagamentos aos aposentados do INSS superam a arrecadação municipal. E em 70% deles, os recursos oriundos da Previdência Social superam os repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM)".

"Todos os economistas dizem que a Previdência precisa de reforma. O assunto está na pauta de todos os governos, independentemente de quem está no governo. Mas a Previdência precisa de políticas de Estado e não de políticas de governo", ressaltou. Lopes ainda defendeu ser fundamental uma reforma reveja a questão das renúncias previdenciárias, em vez de cortar a vinculação ao salário mínimo.

Somente em 2015, as renúncia representaram R$ 65,4 bilhões. Para 2016, elas devem alcançar os R$ 55,1 bilhões. Lopes destaca que, ainda que haja um recuo em relação ao ano passado, as renúncias projetadas para 2016 devem significar 15% do total arrecadado, de R$ 366 bilhões.

Falso déficit

Sobre o propalado déficit do sistema previdenciário, pano de fundo para as propostas de reforma, Sicsú afirma que para esse cálculo não estão sendo contabilizadas as contribuições obrigatórias do governo, que compõem o sistema tripartite de financiamento da Previdência Social, conforme definido pela Constituição de 1988. Se contabilizadas, o déficit deixa de existir.

"Não existe esse tal déficit da Previdência Social, porque o nosso sistema, como é no mundo avançado, é tripartite. Sustentado por trabalhadores, empregados e governo. Aqui no Brasil não se contabiliza a parte do governo. A Constituição de 1988 estabelece orçamento onde o governo tem participação. Não se pode fazer essa conta só da folha de pagamento, da contribuição de empresários e trabalhadores", detalha o economista.

Portal CTB - Joanne Mota com informações da RBA
21/07/2016

Campeonato de Futebol dos Metalúrgicos começa domingo


O tradicional Campeonato de Futebol dos Metalúrgicos começa neste domingo (24), a partir das 9h, no Sesi Simões Filho. A abertura terá o hasteamento das bandeiras e desfiles das 20 equipes participantes.
Assim como consta no regulamento, todas as equipes devem comparecer à abertura, pois já terá início a 1º rodada da competição, com sorteio na hora dos times. No ano passado, a equipe da Ferbasa foi a campeã, vencendo a Vale na final.
Após o futebol, tem festa de confraternização com música ao vivo. Como sempre acontece todos os anos, em dias de jogos o Sesi Simões Filho abre as portas para os metalúrgicos sindicalizados e suas famílias, para um dia de muita diversão, com acesso à estrutura do clube, como piscinas, parque infantil, e os serviços der bar e restaurante.

quarta-feira, 20 de julho de 2016

2016. NOVA TABELA SALARIAL DOS TRABALHADORES DO COMPLEXO FORD. 62 O TETO AGORA É R$ 3,056,21

COM LUTA, DETERMINAÇÃO E COMPETÊNCIA NA NEGOCIAÇÃO, CONSEGUIMOS HOJE QUE O SALÁRIO INICIAL DE UM TRABALHADOR OPERADOR 62 SEJA R$ 1.628,23 (UM MIL SEISCENTOS E VINTE OITO REAIS E VINTE E UM CENTAVOS) GARANTINDO O CRESCIMENTO E EVOLUÇÃO CHEGANDO AO TETO DE R$ R$ 3.056,21 (TRÊS MIL CINQUENTA E SEIS REAIS E VINTE E UM CENTAVOS) SOMOS UM SINDICATO QUE FAZ A DIFERENÇA na empregabilidade e no BOLSO DO TRABALHADOR SOMOS CTB (CENTRAL DOS TRABALHADORES E TRABALHADORAS DO BRASIL) CHAPA 1!

O REAJUSTE DOS SALÁRIOS NO COMPLEXO FORD NESSE ANO DE 2016 SERÁ  DE 10,04% O MAIOR REAJUSTES JÁ PAGO NO PAÍS EM PERÍODO DE CRISE, ACORDO FEITO COM O SINDICATO DOS METALÚRGICOS DE CAMAÇARI (CHAPA 1) FILIADO À CTB.
ESSA TABELA SALARIAL FOI UMA CONQUISTA DA DIRETORIA DO SINDICATO DOS METALÚRGICOS DE CAMAÇARI (CHAPA 1 FILIADA À CTB) JUNTO COM TODOS OS TRABALHADORES E TRABALHADORAS DO COMPLEXO FORD. 
WhatsApp do Sindicato 071 99654-1751 para fazer sua denúncia! 
62
R$ 1.628,23 (6 meses) R$ 1.725,95 (6 meses) R$ 1.829,48 (6 meses) 
R$ 1.938,01 (6 meses) R$ 2.055,78 (8 meses) R$ 2.178,94 (8 meses) 
R$ 2.331,49 (8 meses) R$ 2.494,68 (8 meses) R$ 2.669,30 (8 meses) 
R$ 2.856,16 (8 meses) R$ 3.056,21
WhatsApp do Sindicato 071 99654-1751 para fazer sua denúncia! 
63
R$ 2.178,94 (6 meses) R$ 2.287,90 (6 meses) R$ 2.402,28 (6 meses) 
R$ 2.522,39 (6 meses) R$ 2.648,53 (8 meses) R$ 2.780,95 (8 meses) 
R$ 2.920,01 (8 meses) R$ 3.066,00 (8 meses) R$ 3.249,96 (8 meses) 
R$ 3.444,94 (8 meses) R$ 3.651,66 
WhatsApp do Sindicato 071 99654-1751 para fazer sua denúncia! 
64
R$ 2.780,95 (6 meses) R$ 2.906,09 (6 meses) R$ 3.036,87 (6 meses) 
R$ 3.173,54 (6 meses) R$ 3.316,33 (8 meses) R$ 3.465,73 (8 meses) 
R$ 3.621,52 (8 meses) R$ 3.784,50 (8 meses) R$ 3.954,81 (8 meses) 
R$ 4.132,77 (8 meses) R$ 4.318,73
WhatsApp do Sindicato 071 99654-1751 para fazer sua denúncia! 
65
R$ 3.465,57 (6 meses) R$ 3.621,52 (6 meses) R$ 3.784,49 (6 meses) 
R$ 3.954,81 (6 meses) R$ 4.132,77 (8 meses) R$ 4.318,73 (8 meses) 
R$ 4.513,09 (8 meses) R$ 4.716,17 (8 meses) R$ 4.928,40 (8 meses) 
R$ 5.150,19 (8 meses) R$ 5.381,95
WhatsApp do Sindicato 071 99654-1751 para fazer sua denúncia! 
66
R$ 4.512,82 (6 meses) R$ 4.715,91 (6 meses) R$ 4.928,11 (6 meses) 
R$ 5.149,88 (6 meses) R$ 5.381,63 (8 meses) R$ 5.623,79 (8 meses) 
R$ 5.876,87 (8 meses) R$ 6.141,33 (8 meses) R$ 6.417,69 (8 meses) 
R$ 6.706,48 (8 meses) R$ 7.008,29

ASSISTAM AO VÍDEO DA GRANDE ASSEMBLEIA NO COMPLEXO FORD, QUE GARANTIU ESSE GRANDE ACORDO FECHADO PARA OS ANOS DE 2015/2016.
WhatsApp do Sindicato 071 99654-1751 para fazer sua denúncia! 
FONTE: STIM CAMAÇARI  FILIADO À CTB CHAPA 1.
12/07/2016 

sexta-feira, 15 de julho de 2016

Sindicato se reúne com trabalhadores do Complexo Ford que estão em lay off


Dirigentes do Sindicato dos Metalúrgicos de Camaçari se reuniram nesta quinta-feira (14) com os trabalhadores do Complexo Ford que estão em lay off, na sede do Senai, onde os funcionários estão passando por cursos de capacitação. O encontro serviu para tirar dúvidas dos trabalhadores sobre a já esperada prorrogação do lay off por mais cinco meses.


Até o encerramento do lay off, em janeiro de 2017, os trabalhadores continuaram a fazer cursos de capacitação e terão os salários bancados integralmente pelo Complexo Ford, e não mais através do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador). Os cursos continuaram sendo aplicados nos SENAIS. 
A decisão de renovar o lay off com os trabalhadores que já estavam com o contrato suspenso foi uma decisão da montadora. Inclusive, a renovação era uma certeza, como o Sindicato também já tinha anunciado no começo do ano, na reunião realizada com os trabalhadores no Hotel Plaza.
O Sindicato destaca que a implementação do lay off, no começo do ano, foi a alternativa encontrada, nas negociações, para garantir a empregabilidade no Complexo Ford  e evitar o desemprego em massa, que toma conta do país com o agravamento da crise econômica.
A entidade vai continuar lutando para que mais trabalhadores retornem do lay off ao final do período. Até agora, 224 funcionários voltaram ao chão de fábrica. E esse número vai aumentar para 304 trabalhadores, ao todo, até o final de agosto, com o encerramento do lay off na Autometal e na Sodécia, e o retorno de funcionários da Flex N Gate.

15/07/2016
Stim CTB

segunda-feira, 11 de julho de 2016

Apesar da crise, metalúrgicos de Camaçari da CTB conquistam 10,04% de reajuste salarial

O acordo de dois anos (2015/2016), fechado entre o Sindicato dos Metalúrgicos de Camaçari filiado a CTB e todas as empresas de Camaçari, garantiu ao trabalhador importantes ganhos financeiros, mesmo num momento de grave crise econômica. Este ano, os funcionários de toda Camaçari e montadora vão receber 10,04% de reajuste salarial, como previsto no acordo (INPC + 0,5% de aumento real).
O aumento assegurado com a assinatura do acordo, dois anos atrás, representa uma grande vitória para o chão de fábrica. Afinal, os metalúrgicos de Camaçari  filiado a CTB ficaram protegidos da crise, enquanto em outras unidades do país o que se vê são demissão em massa e retirada de direitos, como resultados da crise que devasta a economia no Brasil.

Para o Sindicato, a estratégia de fechar um acordo de dois anos foi fundamental para permitir ao trabalhador obtendo ganhos salariais significativos sem riscos de queda brusca do mercado, por exemplo. “Graças ao acordo, o chão de fábrica pode comemorar aumento real no salário. Afinal, num cenário complicado do mercado brasileiro, um avanço dessa maneira torna a luta da categoria ainda mais expressiva e relevante para o cenário nacional”, diz Júlio Bonfim presidente do sindicato.

11/07/2016

sexta-feira, 8 de julho de 2016

CNI defende carga de 80 horas semanais para trabalhador brasileiro


Após mais de duas horas de reunião com o presidente interino Michel Temer e com cerca de 100 empresários do Comitê de Líderes da Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI), o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, disse hoje (8) que, para o governo melhorar a situação do déficit fiscal, serão necessárias “mudanças duras” tanto na Previdência Social quanto nas leis trabalhistas.
 
Temer deixou o evento sem falar com a imprensa. Em entrevista depois do encontro, Robson Andrade sugeriu que o Brasil adote iniciativas similares às do governo francês, que, de forma independente do Parlamento, conseguiu autorizar uma carga horária de até 80 horas semanais e de 12 horas diárias para os trabalhadores.
 
“Um déficit de R$ 139 bilhões [para 2017]. Acho que foi uma demonstração de responsabilidade do governo apresentar as dificuldades que têm e o esforço que será feito para contornar essas dificuldades”, afirmou o presidente da CNI.
 
Segundo ele, ao considerar que, em 2016, o déficit será R$ 170 bilhões, a conclusão é que haverá, em algumas áreas, crescimento de despesas governamentais. “É claro que a iniciativa privada está ansiosa para ver medidas duras, difíceis de serem apresentadas. Por exemplo, a questão da Previdência Social. Tem de haver mudanças na Previdência Social. Caso contrário, não teremos no Brasil um futuro promissor”, acrescentou.
 
Robson Andrade defendeu também a implementação de reformas trabalhistas. Para ele, o empresariado está “ansioso” para que essas mudanças sejam apresentadas “no menor tempo possível”.
 
“Vimos agora o governo francês, sem enviar ao Congresso Nacional, tomar decisões com relação às questões trabalhistas. No Brasil, temos 44 horas de trabalho semanal. As centrais sindicais tentam passar esse número para 40. A França, que tem 36 passou, para a possibilidade de até 80 horas de trabalho semanal e até 12 horas diárias de trabalho. A razão disso é muito simples. A França perdeu a competitividade de sua indústria com relação aos demais países da Europa. Agora, está revertendo e revendo suas medidas, para criar competitividade. O mundo é assim e temos de estar aberto para fazer essas mudanças. Ficamos ansiosos para que essas mudanças sejam apresentadas no menor tempo possível”, argumentou o empresário.
 
Robson Braga de Andrade reiterou a posição da CNI, contrária ao aumento de impostos.
 
“Somos totalmente contra qualquer aumento de imposto. O Brasil tem muito espaço para reduzir custos e ganhar eficiência para melhorar a máquina pública antes de pensar em qualquer aumento de carga tributária. Acho que seria ineficaz e resultaria, neste momento, na redução das receitas, uma vez que as empresas estão em uma situação muito difícil”, disse ele.
 
Também presente no evento, a presidente do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Maria Silvia Bastos Marques, informou que o banco investiu R$ 6 bilhões em inovação nos últimos dois anos.
 
Maria Silvia defendeu o diálogo cada vez maior com o setor privado. “Inovação é uma das prioridades do banco. Produtividade e competitividade são fundamentais para a retomada do crescimento sustentável”, disse a presidente do BNDES.
 
Também participando do encontro, Ricardo Felizzola, presidente do Grupo Parit – holding de investimentos que controla as empresas Altus Sistemas de Automação S/A, Teikon Tecnologia Industrial S.A e HT Micron Semicondutores Ltda – disse que o Brasil precisa aumentar o apoio e financiamento em inovação tecnológica para aumentar a competitividade.
 
A MEI, com quem Temer se reuniu, agrega mais de 100 líderes empresariais das maiores empresas do país. Com o objetivo de formular propostas de políticas públicas e estimular e construir nas empresas um ambiente em que a inovação ocupe um papel central de forma a gerar empregos e inserir de forma mais efetiva a indústria brasileira nas cadeias globais de valor.
 
Para 2016, a MEI tem como agenda prioritária a atualização do marco regulatório da inovação, o aperfeiçoamento do marco institucional da inovação, aprimoramento dos mecanismos de financiamento à inovação, estruturação da inserção global de empresas brasileiras via inovação, modernização do currículo das engenharias e o fortalecimento da atuação de pequenas e médias empresas inovadoras.

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